17 de março de 2010

OS 12 MAIORES ATRIBUTOS DA LIDERANÇA


"Liderança" é um tema que vem sendo discutido desde os mais remotos tempos pelo homem. Ser líder, formar líderes, parece ser um desafio constante do homem e das organizações. Aqui vão alguns resultados de pesquisa feitas na Europa com mais de 500 executivos de todos os tipos de industria. Essa pesquisa é muito interessante. Ela mostra coisas simples, objetivas e fornece conselhos úteis para todos nós que desejamos vencer, alcançar o sucesso pessoal e profissional.
Espero que a leitura atenta destas descobertas e seus comentários possam trazer benefícios reais aos leitores.
DISPOSIÇÃO PARA TENTAR O QUE NÃO FOI TENTADO ANTES

Nenhum empregado deseja ser guiado por um administrador a
quem falte coragem e autoconfiança. É o estilo de liderança positiva aquele eu ousa nas tarefas e se vale de oportunidade não tentadas anteriormente.
Um Gerente de Vendas bem sucedido irá às ruas e venderá junto com seus vendedores quando o mercado está difícil ou quando o pessoal de vendas encontrar-se sob extrema pressão. Tal gerente sabe que se arrisca a tornar-se impopular. Contudo, ao liderar pelo exemplo, manterá a motivação da equipe.

AUTO MOTIVAÇÃO

O Gerente que não consegue se auto-motivar não tem a menor chance de ser capaz de motivar os outros.

UMA PERCEPÇÃO AGUDA DO QUE É JUSTO

Esta é uma grande qualidade de um líder eficaz e a fim de ter o respeito da equipe, o gerente deve ser sensível ao que é direito e justo. O estilo de liderança segundo o qual todos são tratados de forma justa e igual sempre cria uma sensação de segurança. Isso é extremamente construtivo e um grande fator de nivelamento.

PLANOS DEFINIDOS

O líder motivado sempre tem objetivos claros e definidos e planejou a realização de seus objetivos. Ele planeja o trabalho e depois trabalha o seu plano coma participação de seus subordinados.

PERSEVERANÇA NAS DECISÕES

O gerente que vacila no processo decisório mostra que não está certo de si mesmo, ao passo que um líder eficaz decide depois de ter feito suficientes considerações preliminares sobre o problema. Ele considera mesmo a possibilidade de a decisão que está sendo tomada vir a se revelar errada.

Muitas pessoas que tomam decisões erram algumas vezes. Entretanto, isto não diminui o respeito que os seguidores têm por elas. Sejamos realistas: um gerente pode tomar decisões certas, mas um líder eficaz decide e mostra sua convicção e crença na decisão ao manter-se fiel a ela, sabendo, no entanto, reconhecer quando erra. Assim, seu pessoal tem força para sustentar aquela decisão junto com o gerente.

O HÁBITO DE FAZER MAIS DO QUE AQUILO PELO QUAL SE É PAGO

Um dos ônus da liderança é a disposição para fazer mais do que é exigido do pessoal. O gerente que chega antes dos empregados e que deixa o serviço depois deles é um exemplo deste atributo de liderança.

UMA PERSONALIDADE POSITIVA

As pessoas respeitam tal qualidade. Ela inspira confiança e também constrói e mantém uma equipe com entusiasmo.

EMPATIA

O líder de sucesso deve possuir a capacidade de colocar-se no lugar de seu pessoal, de ser capaz de ver o mundo pelo lado das outras pessoas. Ele não precisa concordar com essa visão, mas deve ser capaz de entender como as pessoas se sentem e compreender seus pontos de vista.

DOMÍNIO DOS DETALHES

O líder bem sucedido entende e executa cada detalhe do seu trabalho e, é evidente, dispõe de conhecimento e habilidade para dominar as responsabilidades inerentes à sua posição.

DISPOSIÇÃO PARA ASSUMIR PLENA RESPONSABILIDADE

Outros ônus da liderança é assumir responsabilidade pelos erros de seus seguidores. Caso um subalterno cometa um erro, talvez por incompetência, o líder deve considerar que foi ele quem falhou. Se o líder tentar mudar a direção dessa responsabilidade, não continuará liderando e dará insegurança a seus seguidores. O clichê do líder é: "A

responsabilidade é minha".

DUPLICAÇÃO

O líder de sucesso está sempre procurando maneiras de espelhar suas habilidades em outras pessoas. Dessa forma ele faz os outros evoluírem e é capaz de "estar em muitos lugares diferentes ao mesmo tempo".

Talvez este seja um dos maiores atributos de um líder: ser capaz de desenvolver outros lideres. Pode-se julgar um líder pelo número de pessoas em que ele refletiu os seus talentos e fez evoluir.

UMA PROFUNDA CRENÇA EM SEUS PRINCÍPIOS

A expressão "A menos que batalhemos por alguma causa, nos deixaremos levar por qualquer causa" resume bem a importância de ter-se uma causa pela qual valha a pena viver e trabalhar. Nada cuja aquisição tenha valor é muito fácil. O líder de sucesso tem a determinação de atingir objetivos não importando os obstáculos que surjam pelo caminho. Ele acredita no que está fazendo com a determinação de batalhar por sua realização.

Minha sugestão é a de que você leia uma, duas ou três vezes cada um desses atributos e medite cada um deles à luz de sua própria realidade como um profissional que tem a função de gerenciar, comandar, liderar pessoas. Detenha-se sobre cada um dos atributos e dê a você mesmo uma nota de zero a 10 em cada um deles, fazendo um propósito de auto–aperfeiçoamento. Repita essa auto-avaliação semanalmente.

14 de março de 2010

Líder precisa investir em si próprio para executar um bom trabalho

Liderar uma equipe não é uma tarefa fácil. Entretanto, este trabalho pode ser facilitado a partir do momento em que o gestor passa a investir nele mesmo. De acordo com o livro "O Código de Liderança"*, a competência é a regra definitiva da liderança e começa com o autoconhecimento.

Assim, se o líder não estiver agindo de acordo com os seus valores e crenças, se não transmitir confiabilidade em suas decisões e se não estiver disposto a aprender e a crescer como gestor, ele não será capaz de ser um estrategista, executor ou gestor de talentos.

Raciocínio claro

Para desenvolver um trabalho de líder é preciso que o profissional tenha clareza de raciocínio combinando o intelecto e a intuição e a razão e a emoção. Ao ter este domínio, os líderes podem rapidamente definir prioridades e agir para alcançá-las.

Além disso, a ousadia também deve fazer parte do vocabulário de um gestor. Se o líder precisa tomar uma decisão, o primeiro passo é identificá-la. Depois, chega o momento de estudar os impactos desta decisão e, enfim, colocar o pensamento em prática. Caso esta escolha seja errada, o gestor tem de admitir o seu equívoco, aprender a lição e agir.

Os líderes corajosos e ousados têm autoconfiança e são seguros de si. Cometem erros, mas tiram uma lição disso.

Conheça-se

Outro ponto destacado por Dave Ulrich, Norm Smallwood e Kate Sweetman, autores do livro, é que o líder tem de se conhecer, identificando claramente quais são os seus pontos fracos e os fortes. Ao saber quem é, conseguirá responder a situações comerciais e ter a determinação necessária para fazer a coisa certa.

Quanto melhor o gestor compreender as suas inclinações naturais, como a tendência para introspecção ou a extroversão, ou a propensão para assumir ou evitar riscos, ou ainda a tendência a ser mais intelectual do que prático, ele poderá ser dono de sua realidade e trabalhar para adaptá-la. Descobrir os seus pontos fortes é fundamental para o líder.

Estresse e Agilidade para aprender

Administrar as emoções e as expectativas da equipe, assim como as próprias, é um dos papéis do líder. Por isso, é fundamental que o gestor mantenha a calma mesmo quando a situação está extremamente complicada e difícil.

Outro atributo importante para o líder é a capacidade de aprender. Para isso, fazer generalizações com base no passado pode ser o primeiro passo. O líder deve verificar o que funcionou e o que não funcionou e explorar as razões disso para poder desenvolver o seu trabalho. Depois, é importante que o gestor procure novas ideias para resolver antigos problemas da empresa.

As chances de reconhecer padrões antigos organizacionais e, ao mesmo tempo, identificar novos, certamente serão maiores se o líder mesclar os dados da empresa, que garantem decisões lógicas, com a intuição.

Compartilhar ideias, estar disposto a aprender com os outros membros da equipe e admitir os erros é fundamental para ser um líder bem-sucedido. Além disso, o líder nunca deve deixar de lado os princípios básicos da liderança, que são o caráter, a integridade, a moralidade e a ética.

Cuide-se!

Cuidar do corpo mantendo uma alimentação equilibrada, praticando atividades físicas e ter um sono adequado, auxilia o líder na tomada de decisões adequadas. Ter uma atenção especial ao lado emocional também é importante. O gestor precisa ser otimista, ter autoestima e senso de humor.

Para executar bem o seu trabalho, o líder não pode esquecer de cuidar também do seu social. Interagir com os colegas de equipe gera apoio nos momentos difíceis e ajuda a desenvolver um relacionamento de confiança.

* Reportagem baseada no livro O Código da Liderança - Cinco regras para fazer a diferença, de Dave Ulrich, Norm Smallwood e Kate Sweetman.

LIDERANÇA CRISTÃ E INTEGRIDADE

Liderança significa “conduzir por um caminho, colocando-se à frente. O ato assemelha-se ao de se aventurar por um lugar em que ninguém esteve antes – uma aventura que não é para tímidos ou fracos.(1) A liderança é um dos fenômenos mais observados e menos entendidos sobre a terra.(2)

Mas quando se trata de liderança cristã, a situação reveste-se de especial significado e responsabilidade. A Bíblia revela diversos requisitos que deveriam constituir os líderes cristãos. E um deles é a integridade.

José, um líder íntegro, piedoso e temente a Deus

O testemunho da vida de José nos mostra a possibilidade de o líder manter-se, sob a graça divina, íntegro, independente da idade e das circunstâncias que o envolvam.

Integridade na casa dos pais

A família de Jacó passou por diversas crises: a. rixas entre as irmãs, Léia e Raquel (Gn 29:33; 30:1-8; b. injustiças (Gn 31:41) e intrigas financeiras (Gn 31:1); c. propensão à idolatria (Gn 31:34); d. traição, violência, imoralidade e invejas (Gn 34:25-30; 35:22; 37:11). Diante desse contexto, ele manteve-se puro, íntegro e temente a Deus, mesmo convivendo com pessoas de caráter reprovável.

Integridade na casa de Potifar

José fora jogado em uma cisterna pelos seus irmãos (Gn 37:17-24), vendido como escravo aos ismaelitas (Gn 39;25-28) e revendido a Potifar, comandante da guarda real egípsia (Gn 39:1). José agora era servo (Gn39:1-2) e superientendente dos bens de Potifar (Gn 39:4-6). Apesar de ser o agente da prosperidade (Gn 39:3) de Potifar, José não tirou proveito disso. Ao contrário, permaneceu íntegro, humilde e abnegado (Gn 39:4).”A fé e integridade de José deveriam, porém, ser experimentadas por terríveis provas. A esposa de seu senhor esforçou-se por seduzir o jovem a transgredir a lei de Deus”(3).Porém, fortalecido pela graça e temor de Deus, José resistiu às investidas do inimigo (Gn 39:12). Ele não transigiu com o pecado, mas diante do mal recuou com determinação e sabedoria. Ali ficaram consignadas a pureza e a santidade do caráter de José. É assim que deve agir todo líder que sofre tentação.

Integridade no cárcere

Acusado injustamente, José foi preso por seu próprio senhor (Gn 39:20). Na cadeia, não demorou para que conquistasse a confiança do carcereiro-chefe (Gn 39:21-22). Este o colocou como responsável por todos os encarcerados, inclusive, pelos dois eunucos de Faraó, presos por transgredirem suas ordens. Ambos, copeiro e padeiro, tiveram um sonho, e José, por providência divina, deu-lhes a interpretação (Gn 40: 9-19). Isso mostra que quando se tem um caráter puro e íntegro é possível continuar à disposição de Deus mesmo nas circunstâncias adversas.

Integridade no palácio

Ao interpretar o sonho de Faraó, José poderia engrandecer-se. Mas não o fez (Gn 41:39-41). Ele era humilde e soube esperar o tempo certo e Deus moveu o coração de Faraó para nomeá-lo como governador do Egito. José governou investido de uma autoridade ímpar. Ele era o primeiro, abaixo de Faraó, chefe supremo. Em Gn 41:40-44 registra-se seu status nas palavras de Faraó: “Administrarás a minha casa, e a tua palavra obedecerá todo o meu povo; somente no trono eu serei maior do que tu. Disse mais Faraó a José: Vês que te faço autoridade sobre toda a terra do Egito. Então tirou o Faraó o seu anel de sinete da mão e o pôs na mão de José, fê-lo vestir roupas de linho fino e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro, e fê-lo subir ao seu segundo carro, e clamavam diante dele: inclinai-vos. Desse modo o constituiu sobre toda a terra do Egito. Disse ainda Faraó a José: Eu sou Faraó, contudo sem a tua ordem ninguém levantará mão ou pé em toda a terra do Egito”.Diante de oportunidades atraentes e promissoras, o líder cristão evita tomar decisões precipitadas. O melhor que ele pode fazer é confiar integralmente na vontade e soberania do Senhor. Certamente, José se contentaria apenas com sua liberdade, mas Deus fez por ele muito mais do que poderia pedir ou pensar.

Integridade diante de seus irmãos no reencontro

A liderança exercida por José, encontra seu clímax ao tratar com seus irmãos, que de maneira extremamente vil o venderam aos ismaelitas. O momento de dar “o troco”, até por direito, enfim chegara. Ele, soberano, no controle absoluto da situação, diante de seus irmãos que sem piedade o traíram, procede de forma incomum. Vemos um homem cheio do amor divino, reconhecedor da soberania de Deus, demonstrando seu amor, acompanhado de forte emoção afetuosa: “Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não puderam responder, porque ficaram atemorizados perante ele. Disse José a seus irmãos: Agora, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então disse: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendeste para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverem vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós...E, lançando-se ao pescoço de Benjamim, seu irmão, chorou; e, abraçado com ele, chorou também Benjamim. José beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles; depois, seus irmãos falaram com ele” (Gn 45:3-5; 14,15).

A docilidade deste líder expõe francamente lideranças insensíveis e indiferentes, embriagadas pelo poder. O apóstolo Pedro exorta os líderes: “Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores do que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos de rebanho” (1 Pe 5:2,3). Líderes dominadores são totalmente isentos de amor, piedade e temor de Deus. Em geral, a aspereza utilizada, decorre de figuras fracas que se sentem ameaçadas, procurando impor-se pela força. Estas pessoas costumam apresentar indisposição em ouvir outros, não são ensináveis, e agem sozinhas, como se fossem detentoras da verdade. Que a figura de José seja inspiração para conduzir ao arrependimento tais homens enfermos pelo poder.

Conclusão

“A obra de Deus necessita de homens de elevados padrões e força moral para engajar-se em sua divulgação. Procuram-se homens cujos corações estejam revigorados com santo fervor, homens de firme propósito, que não se abalam facilmente, que podem anular todos os interesses egoístas e dar tudo pela cruz e pela coroa. A causa da verdade presente requer homens leais ao senso do dever e justiça, cuja integridade moral seja inabalável e cuja energia seja igual à aberta providência de Deus. Qualificações como estas são mais valiosas do que riquezas incalculáveis investidas na obra e causa de Deus. Energia, integridade moral e firme propósito pelo direito são qualidades que não podem ser compensadas com qualquer quantidade de ouro. Homens dotados com essas qualificações terão influência em toda a parte. Suas vidas serão mais poderosas do que a eloqüência soberba. Deus chama homens de coração, homens de mente., homens de integridade moral a quem Ele possa tornar depositários de Sua verdade, e que representarão corretamente Seus princípios em sua vida diária”.(4)

Pr. Érico Tadeu Xavier

11 de março de 2010

LIDERANÇA CRISTÃ: ALGUMAS QUALIDADES QUE DEVEM ESTAR PRESENTES.

Em dias em que se formam pastores desenfreadamente através de vários cursos teológicos no mínimo duvidosos, nem todos é claro, é bom observar algumas orientações que a Palavra de Deus nos traz para aqueles que desejam ocupar tão nobre função da casa de Deus, lembrando que pastorear não é ingressar em uma agência de pregadores, ganhar alguns cartões de visita, um assessor para negociar o cachê e gravar e vender milhares de DVDs.

Jesus, o grande e supremo Pastor (I Pe 5.1), deixou-nos o exemplo de como deve se portar aqueles que desejam ter um ministério bem sucedido como o Seu:

"Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos." (Mateus 20 : 28)

Pastores são constituídos sobre o rebanho para servi-lo: guiando-o, alimentando-o bem, intercedendo por ele, curando as feridas, chorando e gemendo com as ovelhas. Jesus deixou-nos o exemplo, o bom pastor deve dar a vida pelas ovelhas por amor a Cristo, Ele nos ensina assim ( Jo 10.11).

Veja alguns conselhos bíblicos acerca da nobre função que exige compromisso daqueles que a desejam:

“Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.” (Tiago 3.1)


"Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja." (I Timóteo 3 : 1)


Quando Paulo deu orientações a Tito para que constituísse bispos sobre a igreja em Creta as suas palavras foram as seguintes:

“Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade” (Tt 1.1)

“Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, como já te mandei:
Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes.
Porque convém que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância;
Mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante;
Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes.” vv 5-9

“OS presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar:
Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;
Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.
E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória” (II Pe 4.1-4)

Por qual motivo deve-se eleger homens com tais valores sobre a igreja do Senhor?
A Palavra de Deus nos responde:

“Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão,
Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância.
Um deles, seu próprio profeta, disse: Os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos.
Este testemunho é verdadeiro. Portanto, repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé.
Não dando ouvidos às fábulas judaicas, nem aos mandamentos de homens que se desviam da verdade. (Tt 1.10-14)

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.
E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.” (II Pe 2.1-3)

Infelizmente nos dias atuais não é difícil encontrar homens, que se dizem de Deus, carentes das qualidades requeridas pelo Senhor.
Aqueles que desejam pastorear o rebanho do Senhor busquem seguir os preceitos bíblicos, a Palavra do Senhor está cheia de orientações para que o cristão seja irrepreensível em sua conduta.
Os que pensam não haver tais qualidades em seus líderes orem para que sejam aperfeiçoados e, onde há “lobos”, para que sejam lançados fora do meio do rebanho de Deus.

A INTEGRIDADE DO LÍDER CRISTÃO E O SEU CARÁTER

"O caráter é superior ao intelecto."

Ralph Waldo Emerson

É impossível pensar em líderes íntegros sem refletir sobre o caráter que esses devem ter.

De forma bem simples caráter são princípios. É o conjunto de qualidades éticas resultam na formação moral de uma pessoa. Líderes íntegros precisam ter princípios corretos. Princípios são aprendidos. Assim sendo, o caráter é construído através de um aprendizado, uma disciplina do espírito que depende do esforço individual, dos meios culturais à disposição dos indivíduos e da ação poderosa do Espírito Santo em nossas vidas. Construir um caráter requer que nos foquemos em nossos valores e ações. Requer mudanças que passam pela transformação do pensamento - e isso é absolutamente difícil, pois acarreta a abrirmos mão de atitudes contrárias à vontade de Deus, ao tempo de tomarmos posições coerentes com a nossa fé e doutrina, de termos forças crescente para buscar idéias e conhecimentos novos a serem adquiridos.

Aqui está o grande desafio! Três razões que justificam essa afirmativa:

1. Os princípios do nosso tempo são essencialmente humanistas;

2. Sabemos que somos pecadores e que o que queremos isso não fazemos e o que não queremos isso fazemos, conf. Rom.7.19. Somos profundamente afetados pela realidade que nos cerca. Existem vários exemplos dignos de serem citados de pessoas na Bíblia que nos demonstram traços positivos em seus caráteres. Por exemplo: A sinceridade de Davi, a determinação de Elias, o altruísmo de Ester, a piedade de José, a incorruptibilidade de Noé, a coragem de Débora, a autenticidade de Paulo, o dinamismo de Pedro, a submissão de Sara, a eficácia de Moisés, e a fidelidade de Abraão.

Mas é claro que todos nós sabemos dos traços negativos dos personagens citados, como somos sabedores de todo o processo de aprendizagem que eles tiveram que experimentar para poderem ser transformados. Sabemos que o nosso padrão absoluto sempre será Jesus. Ele é o nosso alvo. Nosso caráter precisa ser o mais próximo de Jesus.

Para esta palestra quero usar a vida de Abraão como ponto de partida para a nossa reflexão.

A vida de Abraão mostra que qualquer pessoa escolhida por Deus para liderar pode ter falhas de caráter, a questão é se, durante a sua trajetória, ela permite que Deus ajuste o seu caráter ao dele.

Abraão foi um líder que obedeceu a Deus, deixando tudo para trás por causa de uma visão do Senhor. No entanto...

Ele foi um homem que entregou sua esposa duas vezes para outro homem, mentiu, (Gn 12.10-20; 20 1-7) aceitou gerar um filho com uma serva de sua esposa, (Gn16.1-2) e ainda teve de ouvir de um ímpio que ele era um mentiroso (Gn 21.23).

O episódio da morte de Sara mostra os ajustes que Deus havia feito no caráter de Abraão. Havia algumas falhas no caráter de Abraão que foram sendo corrigidas com o tempo.

Depois que Abraão foi chamado de mentiroso por Abimeleque, na negociação dos poços de água, (Gn 21:25) a bíblia não menciona nenhuma fraqueza do seu caráter.

Ao contrário, Abraão faz questão de comprar o terreno para enterrar sua esposa. (Gn 24:4-20).

1. Temos que aprender a firmeza de caráter na adversidade.

"Abraão desceu ao Egito". Ás vezes tomamos decisões erradas pressionados pelas adversidades. Abraão estava vivendo uma situação geral difícil. Seus problemas incluíam uma esposa estéril, a separação de seus parentes, e ainda uma terra seca que não produzia nada. A Bíblia diz em Pv 14:12. "Há caminhos que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte".


Abraão precisava manter-se fiel à direção divina para que as coisas dessem certo e, infelizmente, não conseguiu mediante o medo. È sempre perigoso quando sentimos medo sairmos da direção divina e passarmos a dirigir a nossa própria vida. O caminho para o Egito é sempre ilusório e termina em frustração.

As conseqüências foram às seguintes:

1. O Faraó repreende Abraão.

2. O profeta Abraão é forçado a ouvir Deus através de Abimeleque - ou seja, neste contexto, Abimeleque é o profeta para com Abraão, e não o contrário.

3. Enquanto Abraão esteve fora da vontade de Deus e em terra estranha, não conseguiu construir nenhum altar ao Senhor, como fizera antes. A Bíblia declara que o "ministério da fé é guardado em uma pura consciência".( Hb 10:22)

4. O “outro” recebeu as conseqüências do caráter de Abraão. (Gn 20:3,17-18).

5. Uma família desajustada.

O líder cristão também tem conseqüências em sua vida quando possui traços negativos em seu caráter.

Quais os caminhos de aprendizagem que precisamos trilhar para que o nosso caráter seja aprovado por Deus?

Entre outros penso que quatro caminhos:

1. Temos que aprender que o caráter nos leva à devoção e a devoção cria em nós o caráter.

O caráter nos leva à devoção e a devoção cria em nós o caráter

Quando vivemos um tempo de devoção, estamos nos aproximando de Deus e neste ato o nosso caráter vai sendo trabalhado. Em João 15:5, Jesus diz: “sem mim, nada podeis fazer”. Deus disse assim para Abraão: “anda na minha presença e sê perfeito”. Ele não disse “sê perfeito e anda na minha presença”.

Creio que na medida que vamos andando com Deus, Ele vai moldando o nosso caráter, transformando a nossa vida. Mas não creio que é pelo fato de termos um bom caráter é que temos também necessariamente uma boa vida devocional, mas é certo que quando temos uma boa vida devocional, temos um bom caráter. Falo de uma vida devocional que não seja só de oração e leitura da Palavra, mas, de fato, uma vida de andar com Deus. A Bíblia diz que Enoque andou com Deus... E alguém anda com Deus não porque é perfeito, mas para que possa vir a ser perfeito. Ficamos melhor quanto mais andamos com Deus... A vida cristã não é algo que vem fabricado. O caráter vai sendo trabalhado dia a dia, é um processo.

2. Temos que aprender que o caráter somente é transformado plenamente em Cristo Jesus.

É somente na pessoa de Cristo, que mensagem cristã e vida se fundem numa plena perfeição. Nele habita, verbaliza-se e manifesta-se toda a plenitude do caráter divino (Cl 2.9). Em Cristo o quer e o efetuar se harmonizam e agem através de ações concretas que demonstram verdadeiramente os princípios de Deus. Moody disse que “caráter é o que o homem é na obscuridade”. Por isso necessitamos do sangue de Jesus em nossas vidas.

3. Temos que aprender que não há atalhos para o forjar do caráter de Deus em nossas vida e ministério.

Abraão foi surpreendido pela fome, supondo que o caminho de Deus não incluísse a adversidade. Mas Abraão teve que aprender que Deus designa os testes da vida para desenvolver nossa fé, não para destruí-la.

Em minha opinião, deixar Canaã para ir para o Egito foi uma tentativa de Abraão de encurtar o teste da fome. Deus forçou Abraão a enfrentar Faraó em lugar da fome. Mas, além disso, precisamos ver que, no final, Abraão teve que voltar ao lugar de onde se afastou da palavra revelada de Deus. O último ato de fé e obediência de Abrão foi no altar que ele construiu entre Betel e Ai.

Nós podemos desviar do caminho para o qual Deus nos chamou a andar? Podemos, é claro, mas o caminho nunca será fácil. E, no final das contas, precisamos retornar àquele que deixamos de lado. Não podemos destruir os propósitos e planos de Deus para a nossa vida.

4. Temos que aprender a pedir perdão pelos pecados formados por um caráter distante da vontade de Deus.

Precisamos confessar as fraquezas de nosso caráter. Fred Smith em seu livro O Impacto da Liderança com Integridade diz o seguinte: "A confissão clareia e limpa nosso caráter" (pág 50). E isso certamente deve acontecer em nossas vidas. O caráter de um líder cristão deve ser puro e a pureza vem sempre com a transparência. Devemos lembrar que quando confessamos o que há de errado em nós somos obedientes e a obediência constrói o caráter de uma pessoa de Deus. Quando alguém possui um coração arrependido sinceramente diante de Deus isso faz com que ele caia no erro e fique preso no pecado.

Quero terminar esta palestra com uma frase: "O caráter não pode ser desenvolvido na calma e tranquilidade. Somente através da experiência de tentativas e sofrimentos a alma consegue ser fortalecida, a visão clareada, a ambição inspirada e o sucesso alcançado." Helen Keller.

O CARÁTER DO LÍDER QUE DEUS USA

a primeira característica de um líder que Deus usa , é a santidade. Vimos que “Deus convoca seus filhos à santidade quando aconselha: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pe 1.16, Lv. 11.44 e 19.2). O padrão de santidade para o povo de Deus e para os seus líderes é a sua própria santidade e isso é o que leva as pessoas a descreverem um líder como “homem de Deus”.

Desta feita, abordaremos outra característica do líder usado por Deus. Muitos usam a expressão “cheio do Espírito” para designar uma pessoa barulhenta, todavia, barulho não é sinal de rio profundo, ao contrário, é próprio dos pequenos riachos.
Em Atos 6.3 encontramos o requisito para aqueles líderes que deveriam cuidar da distribuição diária (diaconia). A escolha recaiu naqueles homens de boa reputação e cheios do Espírito Santo.
Mas ser cheio do Espírito Santo não é algo que interessa somente aos líderes. Paulo escrevendo aos Efésios recomenda: E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito.
O meu amigo e irmão em Cristo, o teólogo e Pastor Elias Croce interpreta de forma prática e objetiva essa expressão “enchei-vos” e que no Grego “Plerusthe” significa “ide vos enchendo” dando idéia de progressividade nesse enchimento.
Faz o comentarista um paralelo entre o vinho e o Espírito Santo, realçando o benefício para quem se enche do Espírito Santos.
"Enchei-vos", (Ide vos enchendo)...
O Contraste entre o vinho e o Espírito:
a)O vinho degenera - a) o Espírito eleva;
b) O vinho conduz ao deboche - b) o Espírito enobrece;
c) O vinho nos torna bestiais c) o Espírito nos torna celestiais;
d)O vinho causa destruição d) o Espírito constrói.
O Espírito nos faz refletir a glória do Senhor como um espelho (2 Co 3.18). Esse enchimento deve ser contínuo e crescente.
Do Espírito: O Instrumento desse enchimento. O verdadeiro enchimento produz vida cristã triunfante. (Fruto do Espírito, Gal 5.).
Além dessa vida cristã abundante, frutífera e centrada na Graça de Deus, o líder cheio do espírito Santo apresenta três particularidades: Primeiro ele salta de uma vida de medo de falar a verdade e dele se apodera coragem e valentia, não para desafiar os outros, mas para falar intrepidamente como João Batista, como Pedro no Sermão de Pentecostes (Atos
Estevão foi um dos sete que convenceu a igreja de Jerusalém que ele estava cheio “cheio do Espírito”. É surpreendente a tremenda coragem com o qual expressou sua interpretação do Antigo Testamento com relação a Jesus como Messias, assinala o Ver.. Russel Shedd. Estevão sabia que poderia ser morto, como acabou acontecendo, porém, não se acovardou.
O espírito de medo e a liderança não combinam.
Em segundo lugar, o enchimento do espírito e encontrado no zelo e poder evangelístico que Filipe demonstrou em Samaria quando atraia multidões para a mensagem por ele proclamada e que apresentava a Jesus Cristo e muitas pessoas possessas eram libertas da possessão demoníaca e os demônios ao serem expulsos gritavam.
Pense em qualquer dos líderes que revolucionaram o mundo com a pregação do evangelho de Cristo com suas vidas piedosas e com a ação sobrenatural de Deus em todas as suas realizações e certamente concluirá que se tratavam de pessoas cheias do Espírito Santo.
Em terceiro lugar a plenitude do Espírito Santo significa que o líder não é alguém que age sozinho, mas que é assistido divinamente. Cristo disse que o Espírito Santo nos ajudaria e nos faria lembrar de todas as coisas. Todo verdadeiro líder na igreja de Cristo, é guiado pelo Espírito (Rm 8.14).
Que Deus ajude a cada um de nós a buscar essa plenitude do Espírito Santo para que através de uma vida exemplar e plena de virtudes, possa levar as pessoas a glorificarem o Pai por causa das boas obras que contemplam.
***Estudo baseado no livro: O líder que Deus Usa – Russel P. Shedd – Edições Vida Nova.

PROCURA-SE UM CORAÇÃO EM CHAMAS



Wesley L. Duewel
Para o líder cristão, não existe nenhuma alternativa para o Espírito Santo. É necessário que o líder tenha um coração abrasado pelo amor a Deus e aos homens. Como afirmou Dr. George W. Peters: “Deus, a igreja e o mundo estão à procura de homens com corações em chamas – corações cheios do amor de Deus; cheios de compaixão pelos males, tanto da igreja quanto do mundo; cheios de paixão pela glória de Deus, o Evangelho de Jesus Cristo e a salvação dos perdidos”.
“A resposta de Deus”, acrescenta ele, “para um mundo cheio de indiferença, materialismo, frieza e escárnio são corações ardentes nos púlpitos, nos bancos das igrejas, nas escolas bíblicas e nos colégios e seminários cristãos.”
Se você é um líder cristão, e o seu coração não está ardendo em chamas, com toda certeza a maioria dos membros de sua igreja terá um coração morno, que pouco ou nenhum impacto tem sobre o mundo. As nossas comunidades não se impressionam muito com nossos programas e infindáveis atividades. Para ter impacto sobre a comunidade, precisa ter algo além de uma igreja ativista, preocupada em atender e ajudar os visitantes. Precisa ser uma igreja em chamas, liderada por homens que têm o ardor de Deus em seus corações.
Samuel Chadwick, o falecido presidente do Cliff College, da Inglaterra, era uma “sarça ardente”. A partir do momento em que ficou cheio do Espírito, “milagres da graça divina eram realizados através da influência de uma vida que passou a ser incendiada pelo fogo de Deus”. Francis W. Dixon conta como “o poder de sua pregação e a influência moral dos membros de sua igreja foram tão poderosos, que o próprio Chefe de Polícia reconheceu publicamente como a cidade inteira ficara livre de crimes pela influência de homens e mulheres que haviam sido incendiados pelo amor de Deus”.
Dizem que uma vez um colega pastor perguntou a John Wesley, mensageiro do coração ardente, o que devia fazer para aumentar sua igreja. Ele respondeu: “Se o pregador estiver em chamas, todo o mundo virá para vê-lo queimar”.
Um dos biógrafos de Wesley o descreveu como um homem “sempre ofegante, correndo sem parar atrás das almas perdidas”. No túmulo de Adam Clarke, um dos primeiros estudiosos metodistas e um discípulo de Wesley, estão inscritas estas palavras: “Vivendo para os outros, fui totalmente consumido”.
Há um século, T. DeWitt Talmage escrevia: “Hoje, acima de qualquer outra necessidade, nos falta o fogo – o fogo sagrado de Deus, queimando nos corações dos homens, estimulando suas mentes, impelindo suas emoções, emocionando suas línguas, brilhando em seus rostos, vibrando em seus atos, expandindo seu potencial intelectual e fundindo todo o seu conhecimento, lógica e retórica em uma grande corrente inflamada. Que esse batismo de fogo venha sobre nós a fim de que milhares entre nós, que até hoje não passaram de ministros fracos e convencionais, sem qualquer contribuição marcante e que seriam facilmente esquecidos da memória da humanidade, sejam transformados em poderosos instrumentos de Deus”. Essa descrição continua tão válida hoje quanto naquela época.
Alguns anos atrás, quando a Polônia vivia sob o regime comunista, um soldado polonês comentou com o Dr. Harold John Okenga: “Existe na Polônia uma corrida entre o comunismo e o cristianismo. Aquele que conseguir transformar sua mensagem em uma chama de fogo ganhará”.
Um cristianismo sem paixão não conseguirá apagar as chamas do inferno. Para combater o fogo de uma floresta é necessário iniciar um outro incêndio para ir ao seu encontro. Um líder apático nunca conseguirá inflamar os outros. E um líder jovem sem ardor, como poderá acender a chama no coração dos outros jovens? Enquanto não formos inflamados, não conseguiremos alcançar o coração das pessoas. O bispo Ralph Spaulding Cushman orava:
Inflama-nos, Senhor, sacode-nos, nós te suplicamos!
Enquanto o mundo perece, nós, indiferentes,
Seguimos o nosso caminho
Sem rumo, sem paixão, dia após dia
Inflama-nos, Senhor, sacode-nos, nós te suplicamos!
Não há uma necessidade maior que essa em nossas igrejas e escolas hoje. Não basta ter uma fé cristã e bíblica; temos de ser possuídos por Cristo, totalmente tomados por seu amor e sua graça, inteiramente inflamados por seu poder e glória. Cada pequenina parte do nosso ser, como diz certo hino do passado, precisa estar incandescente com o fogo divino. Não é suficiente ter a lenha, não é suficiente ter o altar, não basta ter o sacrifício – precisamos do fogo! Oh, fogo de Deus, desce novamente sobre nós! Faz-nos arder, Senhor, inflama-nos totalmente!
Se quisermos ser uma força irresistível para Deus, no lugar onde ele nos colocou, precisaremos do batismo de fogo do Espírito Santo. Se quisermos despertar nossas igrejas sonolentas, precisaremos que aquele fogo, que veio sobre cada um que esperava no cenáculo no dia de Pentecostes, desça agora sobre nós. Você precisa disso, e eu preciso disso.
Num comovente artigo, intitulado “Queima Incessantemente, Fogo de Deus”, T. A. Hegre escreveu: “É de fogo que precisamos, fogo para derreter nossas emoções geladas e passivas, fogo para nos impelir a fazer algo em favor daqueles que descem diariamente à sepultura sem Cristo. Incontáveis milhões estão morrendo sem que ninguém lhes tenha falado do Evangelho, porque nós cristãos estamos apagados. Precisamos de fogo, do fogo do Espírito!”
Não precisamos de fogo fanático ou humano, que não glorifica o nome santo do Senhor. Precisamos é do fogo sagrado, daquele fogo que o Espírito traz e que usa para nos batizar. Precisamos do fogo e do zelo da igreja primitiva, quando praticamente todos os cristãos estavam prontos, se necessário fosse, a se tornarem mártires por Cristo.
Num sermão contundente, John R. Rice censurou nossa falta de fogo. “Ouçam, não são os pecadores que são duros. O problema de dureza está no coração dos pregadores. Os professores das escolas bíblicas, os diáconos, os obreiros e os superintendentes é que são duros. É mais fácil salvar uma alma e converter um bêbado ou uma prostituta do que inflamar um pregador para ganhar almas.”
George Whitefield foi grandemente usado por Deus, junto com John Wesley, quando viraram a Inglaterra de ponta-cabeça e, pela graça de Deus, evitaram que as Ilhas Britânicas passassem por uma réplica da Revolução Francesa. Diziam a respeito de Whitefield: “Desde o tempo em que começou a pregar, ainda garoto, até à hora de sua morte, nunca deixou que sua paixão se abatesse. Até o final de sua notável carreira, sua alma foi como uma fornalha ardente de dedicação em favor da salvação dos homens”.
Sua alma como uma fornalha ardente! Ah, aqui está o segredo! O problema trágico é que estamos tentando conduzir o povo de Deus com corações que nunca foram inflamados ou que perderam o ardor. Elias orou até o fogo descer sobre o monte Carmelo. E, então, os apóstatas caíram de joelhos e clamaram: “O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!” (1 Rs 18.39).
Pode o fogo da Shekiná, que fez chamejar a sarça no deserto, atear fogo em nossos corações, até que sejamos sarças ardentes por Deus? (Êx 3.1-3). O fogo da Shekiná no monte Sinai difundiu-se pelo corpo de Moisés até que sua face refletisse a glória de Deus (Êx 34.29,30). Podemos nós nos aproximarmos de Deus até que o fogo da Shekiná comece a transfigurar nossos vasos de barro e as pessoas possam ver o reflexo da glória de Deus sobre nós e em nós?
Pode o fogo da Shekiná, que Ezequiel viu afastar-se passo a passo de Israel, voltar para nós hoje? (Ezequiel, capítulos 10,11). Ele voltou sobre os 120 que se encontravam no mesmo lugar, no cenáculo (At 2.1-21). Se precisássemos passar dez dias para buscar a face de Deus, seríamos mais do que recompensados se no final fôssemos inflamados por ele.
Mas esse batismo não vem por meio de esforços, méritos ou simulações. Só Deus pode batizar com fogo. Só Deus pode enviar a Shekiná. Só Deus pode satisfazer suas necessidades e as minhas. Já labutamos muito tempo sem esse fogo. Temos ficado muito aquém da glória de Deus, por causa da falta dele. Temos deixado nossas igrejas praticamente impassíveis, inalteradas, por falta da chama.
Nós não podemos acender esse fogo. Não podemos criá-lo por nós mesmos. Mas podemos humilhar-nos diante de Deus, com toda a honestidade e lisura, e confessar nossas carências. Podemos buscar a face de Deus, até que sua poderosa lanterna alumie nossos corações e nossas vidas e mostre o que neles nos impede de sermos capacitados e cheios de sua vida.
O fogo santo de Deus desce somente sobre os corações preparados, obedientes e famintos. Talvez a necessidade que está por baixo de todas as necessidades é que não estamos suficientemente famintos ou sedentos, nem somos intensos em nosso desejo.
“Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem” (Lc 11.13).

OS DEVERES DO LÍDER CRISTÃO



I. Sua responsabilidade é:
1- Liderar
2- Orar para Deus prosperar
3- Usar autoridade
4- Proceder com:
4.1- Prudência
4.2- Sabedoria
4.3- Amor

II. Ser um exemplo de:
2.1- Comportamento
2.2- Pontualidade
2.3- Perseverança
2.4- Fé
2.5- Apresentação
2.6- Coragem

III. Saber Conduzir:
3.1- Um Culto
3.2- Um trabalho
3.3- Os novos crentes
3.4- Exortar os irmãos ao trabalho e freqüência

IV. Promover:
4.1- Festividades
4.2- Avivamentos
4.3- Campanhas
4.4- Fraternidade

V. Distribuir:
5.1- Trabalhos
5.2- Responsabilidades
5.3- Tarefas
5.4- Fiscalizar

VI. O líder deve:
6.1- Ser fervoroso
6.2- Colher experiência
6.3- Aperfeiçoar seu trabalho
6.4- Estar preparado para tudo na obra
6.5- Observar aptidão e dons dos irmãos
6.6- Consagrar sua vida
6.7- Levar o povo à consagração
6.8- Ler e estudar a palavra
6.9- Preparar-se para cada trabalho
6.10- Cuidar do patrimônio da Igreja
6.10.1- Lâmpadas
6.10.2- Pintura
6.10.3- Limpeza
6.10.4- Rachaduras
6.10.5- Goteiras
6.10.6- etc.

VII. Visitar os:
7.1- Novos Crentes
7.2- Ausentes
7.3- Enfermos
7.4- Atribulados
7.5- Feridos
7.6- Envenenados pelas heresias
7.7- Embaraçados

VIII. Cuidar de debelar o mais rápido possível, toda:
8.1- Rebeldia
8.2- Fofoca
8.3- Libertinagem
8.4- Heresias
8.5- Desordem
8.6- Discussão
8.7- Contenda

IX. O líder não deve:
9.1- Abraçar precipitadamente as idéias e sugestões
9.2- Temer seus liderados
9.3- Expor o escândalo
9.4- Tomar partido
9.5- Defender por interesse
9.6- Permitir suspeitas
9.7- Fazer dívidas sem autorização do presidente
9.8- Deixar para outrem a responsabilidade de ajuda financeira
9.9- Fazer dívidas sem te a certeza de que poderá saúdá-las
9.9- Deixar de observar e fiscalizar os trabalhos dos seus obreiros

X. É necessário o líder fazer reuniões periódicas para:
10.1- Ouvir
10.2- Traçar trabalhos
10.3- Pedir sugestões
10.4- Avaliar seu trabalho

XI. O líder deve cooperar com seu superior:
11.1- Concordando
11.2- Apoiando
11.3- Esforçando-se
11.4- Apresentando sugestões
11.5- Defendendo
11.6- Amando
11.7- Honrando

XII. O líder deve:
12.1- Honrar os irmãos
12.2- Respeitar as irmãs
12.3- Dar assistência a sua família
12.4- Exercer influência no seu lar

Fonte: Manoel Paulino

24 de fevereiro de 2010

LIDERANÇA NOS DIA DE HOJE


A liderança praticada no passado, com autoritarismo e controle sobre os funcionários, não funciona mais nos dias de hoje, segundo Marco Túlio Zanini, professor de estratégia de pessoas da Fundação Dom Cabral. Nos dias atuais, a liderança deve estar baseada numa relação de confiança recíproca para que a empresa aumente seus ganhos e produtividade. Mas isso não é fácil de alcançar. No Brasil, existe uma cultura de baixa confiança e isso faz com que muito empresários e executivos pratiquem a anti-liderança. Gestores com as características abaixo praticam a anti-liderança:

- preocupa-se apenas consigo mesmo, com o seu futuro, seu resultado, sua imagem
- demite pessoas como estratégia de corte de custos
- usa a ambiguidade a seu favor
- não consegue criar uma visão de futuro
- cria medo, conflito e desesperança na equipe

O resultado desse tipo de atitude é uma corrosão da confiança. Para conseguir uma cultura de confiança na empresa, os líderes precisam dar autonomia para toda a equipe – do chão de fábrica aos diretores, todos precisam ter liberdade para opinar e agir. Com isso, gera-se confiança. O líder que age baseado em valores e segue as características abaixo ajuda a construir esse ambiente.

- gera comunicação eficaz
- age com transparência e integridade
- confere autonomia
- consegue aumentar a moral da equipe
- cria visão de futuro compartilhada
- desperta a virtude pessoal, o melhor das pessoas
- busca reduzir a ambiguidade
- em meio a incertezas, age com base em princípios norteadores
- tem consciência de seus reais limites
- forma sucessores de maneira espontânea

E você? Pratica uma liderança baseada em valores?


7 ERROS DE COMUNICAÇÃO

Você acha que não comete nenhuma falha ao transmitir mensagens a sua equipe? Talvez seja boa ideia repensar isso depois de ler o artigo abaixo. Por Stever Robbins*

Erro nº 1. Fazer anúncios controversos sem preparar o terreno antes

Qualquer decisão minimamente polêmica pode disparar o gatilho dos rumores, da ansiedade e da resistência em uma empresa. Uma forma simples de abordar isso é preparar as pessoas uma por uma, ver quem será contra a nova decisão e por quê. Veja suas preocupações, incertezas e críticas, e construa planos para manter o projeto vivo.

Erro nº 2. Mentir

Algumas mentiras ou verdades parciais fazem sentido no mundo corporativo, até porque certos tópicos precisam mesmo permanecer confidenciais enquanto em discussão. Mas tome muito cuidado, se as pessoas acharem que mentiu, perderão a confiança em você para sempre. Em vez de mentir, treine-se para responder vagamente toda vez que lhe indagarem sobre assuntos confidenciais ou sensíveis.

Erro nº 3. Ignorar a realidade do poder

Quanto mais poder você tiver, menos vão informá-lo dos problemas. Essa redoma de vidro em torno dos chefes é da natureza humana. Portanto, se quiser uma análise realista dos problemas, busque as más notícias. Seja receptivo a elas. Deixe claro aos mensageiros que quer ouvi-las.

Erro nº 4. Subestimar a inteligência da plateia

Pular os assuntos por achar que as pessoas não vão entendê-los é sempre uma tentação no ambiente corporativo. Mas isso é um tiro n’água. Se você acha que as pessoas não conseguirão acompanhar alguma coisa, lembre-se de que é seu dever explicá-la a elas.

Erro nº 5. Confundir processo com resultado

Você prometeu a sua equipe um aumento de 7%, mas a direção da empresa só conferiu 3%. Você lutou para elevar esse teto e conseguiu chegar aos 4%. Mas seu pessoal não valorizou isso, pelo contrário; mostrou-se ressentido. E você também se ressentiu da insensibilidade deles em relação a sua briga.

É fácil confundir processo com resultado na hora de estabelecer metas, de remunerar e de avaliar. Você prometeu à equipe um resultado e é isso que eles cobrarão de você .

Erro nº 6. Usar formas de comunicação inadequadas

O e-mail é uma grande ferramenta para troca de informações, mas não o utilize em questões emocionais; é muito fácil a mensagem perder o rumo. Sempre lide com situações delicadas pessoalmente ou por telefone.

Erro nº 7. Ignorar atos de omissão

O que você não diz pode ecoar tão ou mais alto que o dito. Se um líder não elogia ninguém, por exemplo, seus subordinados podem tomar isso como falta de apreciação. Erros de omissão são difíceis de perceber. Portanto, reveja seus principais objetivos e a comunicação necessária para alcançá-los.

CHEFE OU LÍDER?

Todos nós exercemos um tipo de liderança ou será chefia. Convido a refletirem sobre isso no dia de hoje.

Estou lendo um livro que me levou a pensar muito nessa questão (O monge e o executivo - Uma história sobre a essência da liderança - James C. Hunter) Ainda não acabei de ler, ou melhor, mal comecei, mas me apaixonei pelo estilo. De linguagem fácil e muito interessante, o autor coloca a definição para liderança, poder e autoridade: Liderança - "É a HABILIDADE de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados para o bem comum."

Poder - "É a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não o fazer."

Autoridade - "A habilidade de levar pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influência pessoal."



O autor diz ainda que GERENCIAMOS coisas e LIDERAMOS pessoas. Um conceito bastante interessante, afinal quem de nós já havia parado pra pensar nisso. Normalmente temos uma educação onde o pai e a mãe falam e os filhos calam a boca, onde se cresce com revolta por ter sido obrigado a fazer coisas que não queríamos, prometendo não fazermos a mesma coisa quando tivermos nossos filhos e... é verdade nos pegamos agindo da mesma maneira, muitas vezes ao invés de respeito conseguimos o medo das pessoas e exercemos sobre elas poder e esse poder alimenta o nosso ego. Muita gente diz:"Não nasci para ser mandado" outros ousam usar a palavra de Deus de maneira deturpada e dizem: "Deus me pôs por cabeça." E desta maneira vão "justificando" atos e devaneios. Criam seu próprio mundo e se colocam em posição inatingível. Confesso hoje ter sentido uma dor "na boca do estômago" me peguei pensando em como sou autoritária, o quanto acho estar sempre com a razão. E como dói reconhecer que está errando! Parar para fazer auto-análise dá trabalho, te faz repensar seus conceitos, e muitas vezes te faz admitir o que você tentou esconder de si mesmo por muito tempo. E mudar de atitude é como dilacerar um membro do próprio corpo. Claro que não se muda da noite pro dia, mas se você reflete, reconhece e se arrepende, pedindo ao Senhor Jesus que te ajude nesta jornada de luta de você contra você mesmo, a vitória é certa.

Pai, mãe, marido, esposa, professor, líder de departamento ou líder espiritual. Seja a posição que for a que ocupamos, estamos nela para cumprir um propósito de Deus para as nossas vidas e as de outras pessoas que convivem conosco. Dependemos um do outro e todos nós dependemos da Graça e Misericórdia de Deus. Sejamos, portanto líderes em nossa função diária, influenciadores, capazes de fazermos a diferença; agentes transformadores, propagadores do evangelho vivo e verdadeiro de Cristo Jesus, que foi e é quem mudou e muda a cada dia a minha vida e pode fazer por você o que fez e faz por mim.

Que nós possamos deixar de gerenciar as pessoas, de impor nossa vontade, de dar jeitinho para conseguir o que queremos, de passar por cima de tudo e de todos e principalmente, de fazer “birra” quando não acontece da maneira que nós planejamos.

Jesus Cristo influenciou e influencia até hoje pessoas no mundo inteiro. Esse é o meu líder! Que lembrança você tem dos líderes de sua vida? Como você quer ser lembrado ao ter “liderado” a vida de alguém?

GESTOR OU PASTOR?





Gestor cuida de coisas, pastor cuida de ovelhas.
Gestor visita obras, pastor visita ovelhas.
Gestor administra os negócios, pastor alimenta as ovelhas.
Gestor comanda de sua mesa, pastor se envolve com as ovelhas.
Gestor cheira a gabinete, pastor cheira a ovelha;
Gestor manda nos comandados, pastor serve as ovelhas.
Gestor possui seguranças, pastor protege as ovelhas.
Gestor consulta o número do cadastro, pastor conhece as ovelhas pelo nome.
Gestor espera o resultado, pastor vai em busca da ovelha e a carrega nos ombros.
Gestor pune, pastor corrige as ovelhas.
Gestor demite, pastor restaura as ovelhas.
Gestor da treinamento para os liderados, pastor guia as ovelhas.
Gestor tem metas, pastor tem propósitos.
Gestor busca o topo, pastor caminha nos vales.
Gestor usa apenas a técnica acadêmica, pastor usa a experiência dos desertos e dos vales.
Gestor é formado, pastor é chamado.
Gestor assina papéis, pastor cumpre o seu papel.
Gestor gasta tempo e recursos com a manutenção do posto, pastor investe na oração.
Gestor constrói prédios, pastor edifica vidas.
Gestor paga contas, pastor paga o preço.
Gestor é temido, pastor é amado.
Gestor possui igreja, pastor é dado a igreja.
Gestor é chefe, pastor é amigo.
Gestor é bajulado, pastor é honrado.
Gestor passa, pastor fica na memória.